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Por Ferdavio David

 

A Comunidade Académica para o Desenvolvimento (CADE) organizou na semana de 22 a 28 de Março do ano em curso, uma serie de jornadas cientificas, no auditório do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), subordinada ao tema "O papel e a evolução da investigação cientifica no país: ponto de situação e desafios futuros".
O evento concorrido por estudantes na sua maioria do ensino superior teve como orador principal Dr. Narciso Matos, director executivo da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), que dissertou acerca do papel da investigação cientifica no processo de desenvolvimento da democracia.
Narciso Matos referiu que em Moçambique a investigação cientifica é uma realidade nova. por outro lado, defende que a investigação tem um papel fundamental, pois permite criar nas sociedades uma cultura de democracia e cidadania responsável, bem como contribui para a criação de um espaço público livre para debates e expressão de ideias a partir de uma liberdade de expressão na abordagem de temas centrais da sociedade tais como violência, criminalidade, linchamentos, tráfico de menores, integração regional entre outros.
Segundo Matos, o Governo de Moçambique criou recentemente o Fundo Nacional de Investimentos (FNI), ao nível do Ministério da Ciência e Tecnologia, que tem como objectivos definir prioridades e delinear planos estratégicos para a investigação cientifica de modo a impulsionar a actividade investigação no país.
Na sua explanação destacou ainda, projectos como o de fabrico de pão com base a farinha de mandioca, de fornos eficientes que permitem fazer o uso de carvão e lenha de forma racional.
A nossa Reportagem quis saber do representante do Ministério de Ciência e Tecnologia (MTC), António Leão, também convidado e palestrante no workshop, qual seria o critério usado pelo seu ministério na locação dos fundos para referidas áreas consideradas de prioridade nacional, visto que segundo dados divulgados pelo Governo, a agricultura constitui primeira prioridade nacional, mais que entretanto, somente possui 3% do fundo de investigação que são canalizados para este sector, contra 83% da área ciências marinhas e pescas.
António Leão respondeu categoricamente que a definição dos sectores considerados prioritários é da responsabilidade dos potências financiadores internacionais, através do plano de ajuda externa (doações).
Leão defende a necessidade de uma maior articulação entre o MCT e o sector privado, no sentido de flexibilizar o processo investigativo no país, através de parcerias que possam garantir, de certa forma, maior divulgação e aproveitamento dos resultados das pesquisas investigativas a nível nacional. Citando exemplos actuais na área de saúde, como é o caso do centro de investigação da malária em Manhiça.

Dados recolhidos pelo ABC indicam que o financiamento no área de investigação é de aproximadamente 750 mil USD para o primeiro ano de acção, desde então tem se verificado um significativo aumento de fundos por parte dos doadores internacionais neste ramo em Moçambique.

publicado por abc às 10:11 | link do post

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