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Por João J. Chicote
 
 
O presidente da república de Moçambique Armando Emílio Guebuza, inaugurou dia 1 de Agosto, no distrito de Caia e Chimuara, na província de Sofala e Zambézia, respectivamente, a ponte sobre o rio Zambeze baptizada com o seu nome Armando Emílio Guebuza, assegurando deste modo a travessia de pessoas e mercadorias sobre o referido rio com melhor segurança.
Segundo o Presidente da República de Moçambique, num comício popular realizada em Chimuara, logo após a inauguração da ponte, esta infra-estrutura cuja a construção teve início em Março de 2006, reveste de grande importância no desenvolvimento da economia nacional e no combate a pobreza no país, devido alegadamente a facilidade de transporte de insumos agrícolas para impulsionar a revolução verde em Moçambique.
  
 
A referida infra-estrutura irá ainda criar condições para a circulação de bens e serviços reduzindo consubstancialmente os custos em relação ao transporte. “A ponte sobre o rio Zambeze facilita a circulação de todos dentro do nosso solo pátrio. Esta ponte marca a importante etapa para maior redução dos custos do transporte. Está assegurada a travessia do Zambeze com melhor qualidade”, disse o Chefe do Estado Moçambicano.
Ainda no mesmo evento Guebuza, destacou a importância da ponte na consolidação da unidade de toda a nação moçambicana, pois segundo ele, através dessa infra-estrutura, Moçambique estará unido territorialmente do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, simbolizando a luta contra a pobreza e a vitória em Moçambique, ilustrando de igual modo que é possível realizar nesta pátria amada quando sabemos valorizar o legado do maior arquitecto da unidade nacional, Eduardo Mondlane, disse Guebuza. 

 
Batelão não era solução
 
O presidente da república,  reconheceu que o batelão não era a solução para travessia no rio Zambeze, pois segundo ele, a travessia implicava o sofrimento e incerteza sobre o tempo que levaria para chegar a Caia ou Chimuara. Guebuza fez este pronunciamento e assegurou que Moçambique alcançou a paz que está a transformar os distritos em pólo de desenvolvimento, tendo mencionado Caia e Chimuara como exemplo deste crescimento. Guebuza reconheceu a importância da ponte no desenvolvimento da economia da Zambézia, pois para o chefe do Estado a entrada na província na Zambézia poderá ser feita a qualquer momento devido a implantação daquela majestosa infra-estrutura.
 
Sofrimento passa para a história
 
Os residentes do distrito de Caia e Chimuara, na província de Sofala e Zambézia respectivamente, dizem-se satisfeitas com a  construção da ponte sobre o Zambeze, pois segundo eles, a referida ponte irá entre outros aspectos facilitar  o desenvolvimento da actividade comercial na região dada a facilidade de comunicação e escoamento de produtos para qualquer parte da pátria amada.
“O sofrimento vai baixar, este é sinal de que estamos a combater a pobreza, hoje, o tempo de viagem vai reduzir consideravelmente. As viagens serão mais agradáveis , as paisagens mais atractivas, ao mesmo tempo incluirá a ligação entre o produtor e o consumidor”, disse um dos cidadão residente em Caia.
O percurso Beira – Quelimane, que antes se fazia cerca de 8 horas, passará a ser bastante facilitado e ser feito em menos tempo e as viaturas de carga terão mais facilidades para proceder a travessia da ponte. Com esta ligação sobre o rio Zambeze, fica também facilitado o acesso as zonas norte de Moçambique e ao Zimbabwe. A ligação entre o norte e o centro de Moçambique, em caso de avaria no batelão de Caia- Chimuara, só poderia ser feita via Malawi ou através do Sope da serra da Morrumbala, via Inhangoma Tete, através do batelão do rio Chire, apenas no caso do piso estar seco, segundo deu a conhecer o Ministro das Obras Públicas, Felício Pedro Zacarias, falando na ocasião.
No entanto, o governo japonês disponibilizou 6 milhões de dólares norte americanos destinados à projectos sociais integrados nas obras de construção daquela majestosa infra-estrutura, para o efeito o empreiteiro da obra, já está a mobilizar o equipamento para dar início ás obras nas províncias de Sofala e Zambézia. 
Este valor é destinado na construção de um mercado, centro de saúde com maternidade , casas para enfermeiros, reabilitação de uma unidade sanitária na vila de Mopeia e ordenamento territorial na localidade de Chimuara, enquanto isso em Sofala está contemplada  com o melhoramento de residências para os profissionais do sector de saúde.
 
 
Estrutura da ponte
 
A ponte possui uma extensão aproximadamente de 2.4 quilómetros e 16 metros de largura. Compreende duas faixas de rodagem, com 3.6 metros cada, para além de igual número de bermas de 2.5 metros e passeios de 1.9 metros. Tem, ainda 13 metros de altura no leito do rio, permitindo a navegação mesmo no período de cheias.
Para a implantação desta  infras-estrutura foram movidos 225 mil metros cúbicos de solo, tendo sido necessários 71 mil metros cúbicos de betão, 9.200 toneladas de aço e construídos 2.5 km de acesso compartilhado por cada lado.
A ponte principal têm seis vãos, quatro nas intermédias, de 137.5 metros e dois vãos de 80 metros. A mesma tem aproximação de 29 pilares e seis principais.
Tendo sido utilizada na construção da mesma toda uma tecnologia de ponta a nível do continente africano.
publicado por abc às 09:23 | link do post

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